Mostrando postagens com marcador esso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esso. Mostrar todas as postagens

EM DEFESA DA MOSTRA

 

Mostra de Cantautores da Música Potiguar - lançamento (Salão Nobre TAM)

No ano passado, no último semestre, a música (Autoral) potiguar passou por uma experiência um tanto atípica: estrelou o palco do principal teatro público da capital com uma temporada onde quem brilhou foram seus próprios artistas (cantores, compositores, intérpretes, instrumentistas etc).

O êxito foi total!

Não tem embora. Não tem senões.

Todas as edições da Mostra de Cantautores da Música Potiguar transcorreram dentro de um esquema profissional, com cachês, pontualidade, direitos autorais, excelência artística e até público. Pois é!

 A proeza se deu a partir de uma provocação feita pela Rede Potiguar de Música (RPM), uma entidade informal que foi criada há década e meia em Natal/RN, que luta com todas as forças para que justamente ações dessa natureza venham a consolidar a estruturação de uma política pública para o segmento - no caso, após a intervenção da Rede feita com o festival de duetos na mostra coletiva “Rede Potiguar dá Música” (Oito da Noite), realizada em 1º de agosto de 2024.

A partir dali, com a adesão da Fundação José Augusto (TAM) e a parceria do Teatro Alberto Maranhão (TAM), foram se somando outros vários esforços através do Núcleo de Produção Cultural Cooperada, que redundou na concretização da Mostra no ano passado, composta de seis edições (julho a dezembro/2025).

Encerrada em meados do último mês do ano passado com o decano de nossas canções, Mirabô Dantas, em bela tabela com a cantautora Sílvia Sol, a Mostra de Cantautores marcou um golaço, com música feita por nós, tocada por nós, aclamada por nós, instigada pelo coletivo que tornou possível a viabilização dessa rica programação oferecida como um aperitivo do que pode ser feito para que um programa dessa natureza não deixe de existir jamais em nossa cidade, se inserindo no calendário cultural anualmente.

Sim!, há o dilema da questão do público: o discurso é o de que a população não prestigia sua própria produção musical, diferentemente de outros tantos lugares, até próximos a nós. Mas não é bem assim. É mais correto afirmarmos que são poucas as oportunidades em que a comunidade é estimulada a este encontro, principalmente quando se trata de música autoral, apresentada em palcos profissionais e com acesso facilitado. Para a Mostra, conseguimos trazer a cada edição um grande contingente de alunos da rede pública de ensino, o que atendeu perfeitamente a um de nossos propósitos, que é o de alcançar uma melhor e maior interlocução com o campo da educação, contribuindo com o processo formativo dos estudantes e também lhes abrindo a chance de conhecer melhor nosso repertório.

Além do que, fica a pergunta: como você vai gostar de algo que nunca experimentou? Praticamente todo o universo escolar que mobilizamos sequer sabia onde o teatro ficava, jamais havia entrado num, nunca havia sequer ouvido falar de nenhum dos artistas a que foi ver, ...  entendem?

Tem muitos mais aspectos significativos que podem ser elencados e discutidos acerca de uma ação como essa, praticamente inédita em sua concepção para os padrões potiguares (autoralidade, intergeracionalidade etc), mas o que mais importa nesse momento é a defesa de sua manutenção dentro da vida cultural da capital, se tornando modelo para que possa se expandir para além daqui, em outros municípios da região metropolitana, ao menos. Não há justificativa plausível para que um programa dessa natureza nunca tenha existido antes e também para que de agora em diante não seja mantido como uma política permanente de estímulo à produção musical autoral potiguar, contribuindo para valorizar a riqueza de nossa diversidade sonora e divulgando melhor o que fazemos. É dever dos poderes públicos.

O referido é verdade e dou fé.

 

Esso Alencar 
cantautor 
autoprodutor 
ativista cultural

MÚSICA AUTORAL POTIGUAR

 


              A música autoral potiguar está protagonizando uma experiência há muito aguardada pelos que a fazem. Trata-se da Mostra de Cantautores da Música Potiguar, que vem se desenrolando desde julho passado no palco do TAM (Teatro Alberto Maranhão), centenário teatro localizado na Ribeira, em Natal, capital potiguar.

Estreada no início do semestre, a Mostra se compõe de seis edições, uma a cada mês (julho a dezembro), com início pontual às 19h30. Cada evento conta com duas atrações e une diferentes gerações de autores e intérpretes, com repertório voltado para a produção musical própria, num espetáculo sonoro que vem demonstrando a força de seu elenco.

A Mostra de Cantautores da Música Potiguar é uma proposição da Rede Potiguar de Música (RPM), que tem como missão contribuir com a estruturação de uma política pública segmentada para a música feita no estado. A temporada foi antecedida de uma Conferência Livre de Música, realizada em parceria com o Comitê de Cultura Minc/RN, de onde extraímos um documento final com um diagnóstico razoável do nosso panorama, o que certamente nos ajuda a enxergar com mais clareza e precisão o terreno onde vimos pisando nos últimos tempos.

Nosso desafio agora se volta para a ampliação de uma atuação melhor organizada por parte da Rede, que mesmo sendo uma entidade informal, segue articulando novas vias que possam fortalecer seu propósito. Novas incursões vêm sendo feitas para que outros municípios do RN tomem conhecimento do que estamos experimentando por aqui, principalmente os que estão na região metropolitana.

Também estamos buscando tratar de algumas temáticas recorrentes em nossa realidade, tais quais a execução pública de nossos fonogramas através das emissoras de rádio daqui, que basicamente se negaram historicamente a nos tocar, afora alguma excepcionalidade. Tem ainda o descaso institucional com a nossa memória musical, deixando nossa produção relegada ao esquecimento, sem qualquer cuidado com esse patrimônio. São muitas e antigas as reivindicações, atingindo desde os músicos da orquestra até os profissionais independentes. Sempre foi assim.

Temos a intenção de continuar com essa atuação da RPM, que já tem 15 anos, e aprofundar a interlocução com nossas comunidades (nosso povo) e até com algumas de nossas instituições, visando alcançar prioritariamente uma maior proximidade com quem trabalha e vive no chão potiguar. Com a Mostra, por exemplo, estamos conseguindo viabilizar uma interação escolar bem proveitosa, trazendo professores e estudantes para assistirem às apresentações musicais e estimulando a todos um maior conhecimento das obras e dos artistas.

Paralelamente, acompanhamos com grande interesse a mobilização nacional provocada pelo Fórum Nacional de Música (FNM), que vem sendo feita através de audiências públicas, estudos de dados e outros diversos instrumentos, com o fim de criarmos a Agência Nacional de Música, apoiada por um fundo setorial, dando conta de regulamentar o campo da música no país, protegendo os interesses dos criadores e estabelecendo uma relação mais justa entre estes e os consumidores.


Esso Alencar 
cantautor 
autoprodutor 
ativista cultural

 

MOSTRA DE CANTAUTORES DA MÚSICA POTIGUAR

 

 


A Rede Potiguar de Música (RPM) promove nesse segundo semestre do ano a Mostra de Cantautores da Música Potiguar, a acontecer com uma edição mensal entre julho e dezembro no palco do TAM – Teatro Alberto Maranhão, em Natal/RN.

A programação tem início no próximo dia 09 de julho, às 19h30, com as apresentações do Trio Toró e Esso Alencar, responsáveis pela estreia dessa temporada que tem como objetivo levar ao palco mensalmente duas atrações, caracterizando-se como uma mostra musical intergeracional, que possibilita o encontro de uma nova geração de compositores e intérpretes radicados no Rio Grande do Norte com outros artistas mais antigos do estado ainda em atividade, permitindo uma maior interação entre diferentes gerações da produção musical potiguar.

Pensada para chamar a atenção em defesa da criação de um programa de fomento para a música autoral produzida no estado, a atividade quer ser incorporada ao calendário cultural da capital e é fruto de parceria entre o Teatro Alberto Maranhão e a Rede Potiguar de Música, que atua também fazendo a coordenação executiva do programa, conduzida em cooperação com outros diversos agentes culturais, incluindo os próprios artistas.

O projeto se destina ainda a promover uma interlocução necessária entre setores estratégicos para a divulgação da produção musical autoral potiguar, envolvendo o campo educativo, buscando a formação de público para a arte entre estudantes de todos os perfis, procurando uma aproximação entre o conteúdo produzido localmente e o vasto contingente a ser alcançado que se encontra nessa faixa de aprendizado. 

Outros propósitos também estão sendo alinhados com foco na profissionalização do músico, dando-lhe a oportunidade de trabalhar alternativas sustentáveis ao desenvolvimento de suas carreiras.

As senhas estarão disponíveis antecipadamente nas lojas Sem Etiqueta e na Discol, e também já podem ser adquiridas via internet, através da plataforma lincada em https://outgo.com.br/mostra-cantautores-potiguar_esso-e-trio-toro.


https://pordentrodorn.com.br/2025/07/03/mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-estreia-na-proxima-quarta-9-no-tam/

https://www.bnewsnatal.com.br/noticias/entretenimento/nova-temporada-de-shows-no-tam-celebra-musica-autoral-potiguar.html

https://inordestenoticias.com/2025/07/02/mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-estreia-na-proxima-quarta-9-no-tam/

https://opoti.com.br/mostra-de-cantautores-estreia-no-tam-com-artistas-da-cena-potiguar/

https://papocultura.com.br/mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-estreia-na-proxima-quarta-no-tam/

https://annapaulaandrade.com.br/teatro-alberto-maranhao-recebe-mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-na-proxima-quarta-9/

https://opotengi.com.br/mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-estreia-no-tam-com-esso-alencar-e-trio-toro/

https://arquivosa.com.br/2025/07/mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-estreia-no-tam-com-esso-alencar-e-trio-toro/

https://tribunadonorte.com.br/viver/unindo-geracoes-cantautores-potiguares-se-encontram-na-mostra-da-rpm/

https://www.youtube.com/watch?v=42KGqZ3KqL8

https://gazetademacau.com.br/noticia/821/mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-estreia-no-tam-com-esso-alencar-e-trio-toro

https://blogdolamon.com.br/2025/07/05/mostra-de-cantautores-da-musica-potiguar-estreia-na-proxima-quarta-9-no-tam/

https://agorarn.com.br/natal/mostra-valoriza-musica-autoral-potiguar-no-tam-ate-dezembro/



A LUTA CONTÍNUA

Bruna Garrido (foto)

A RPM (Rede Potiguar de Música) nasceu em 2010. 

O lançamento se deu na Casa da Ribeira, em evento com vários parceiros, incluindo o Sebrae e o público interessado. Sua intenção inicial era acompanhar outros movimentos que vinham se organizando no país àquela altura, para que nós potiguares não ficássemos muito isolados nessa esquina distante do Atlântico. 

Em 2011 criamos a partir da Rede a COMPOR – Cooperativa da Música Potiguar. Através dela participamos de diversas ações, dentre as quais cabe citar os shows coletivos Uníssono (cantado e instrumental), o lançamento de alguns CDs, além da realização da Semana Cultural da Música Potiguar. 

Passado todos os redemoinhos políticos e pandêmicos, cá estamos nós outra vez, acompanhando o movimento de retomada do ambiente cultural brasileiro, que vem se reconfigurando com a recriação do Ministério da Cultura e suas ramificações, embora num contexto muito desafiador e crítico ainda. 

Nessa perspectiva, realizamos no início de outubro passado a II Semana Cultural da Música Potiguar, com uma programação extensa e estratégica, iniciada com um belíssimo momento, que foi a mostra coletiva de música autoral, intitulada Rede Potiguar dá Música (Oito da Noite), no palco do centenário Teatro Alberto Maranhão, aberto à população, sem cobrança de ingresso e com a presença de alunos e professores da rede pública de ensino. Este formato traduz a proposta do Programa de Fomento à Música Autoral Potiguar, que reivindicamos para ser incorporado ao calendário cultural do RN, em programação continuada e com periodicidade definida, inserção no orçamento público e lei. 

A Semana foi continuada com oficina, com uma assembleia do Sindicato dos Músicos/RN, com uma interessante interlocução da Rede com a Escola de Música da UFRN, e fechada com o esfuziante sábado musical do Choro do Caçuá, na praça central Pe João Maria. Tudo faz parte de uma estratégica mobilização do segmento musical para um nível mais aprofundado de institucionalização de uma política pública para o segmento, pautada na autoralidade, estética e profissionalismo. 

Neste 2025 a RPM inscreve uma trajetória de 15 anos e peticiona publicamente às instituições, mesmo as do campo privado, uma experiência no sentido de um investimento no capital musical autoral potiguar. O acervo é relevante, ele apenas não se projetou tanto quanto precisa para fora, e nem para dentro (salvo algumas exceções, de Grafith a Du Souto). 

E por que não? Algumas respostas temos mais fáceis: a cadeia de rádio nos invisibilizou, e continua assim, (com uma ressalva para a FM Universitária). As outras emissoras tocam alguns artistas com quem tem seus acertos, mas a maior produção que fazemos nunca alcançou espaço considerável para ampliar o raio de divulgação necessário. A TV, pior. 

Depois, nunca fomos capazes de estruturar uma política pública para a música, mas o momento exige e é propício. Viram o que a música fez na pandemia?, lembram? Seu papel social transcende uma faixa no spotify. Ela irá repercutir na saúde pública, no fator econômico (com força), na educação em sala de aula, até numa melhor formação cidadã (a depender do seu conteúdo, claro). 

Vejamos o exemplo de Natal, a capital do RN. Realiza editais episódicos para festejos anuais (natal, carnaval, são joão). Inclusive não fez chamada pública para a programação natalina recente, dissimulando sua atuação com um cadastro anual de artistas e bandas, num processo sem clareza e muito menos objetividade e que, enfim, ... Não se admite nenhum retrocesso nessas já tão poucas iniciativas que conquistamos socialmente nos últimos anos. 

Aliás, é preciso mais. É preciso que haja um programa de fomento à música localmente, com música viva nos espaços púbicos, estímulo ao seu profissionalismo e a permanência dessa linguagem como fonte de vida e alimento para um contingente de seres humanos que se dedicam integralmente a este trabalho. Que isso seja possível aqui, em SonGA, em Parná, em Extremoz, em Currais, em Patu, em cada lugar. 

As leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc mostram em números o que dá pra fazer. Embora os gestores ainda estejam apanhando muito, se percebe muito mais trabalho na ponta, com razoável penetração nas comunidades e setores historicamente excluídos. 

Não podemos residir nesse atraso. É inegável que precisamos de projetos nessa área, com urgência. A música é um setor artístico culturalmente muito relevante para o nosso povo, para qualquer povo, na verdade. Mas é muito negligenciado pelo estado brasileiro, em todos os níveis. O Rio Grande do Norte se ressente desse descaso, sem desenho político estruturado para uma cadeia tão produtiva. Qual é o papel de um Dorgival Dantas como embaixador apenas decorativo de uma interlocução com a música, que na verdade nunca existiu na direção dos seus autores? Atendem mais a uma indústria do que propriamente às necessidades que temos de fato, não? 

Até mesmo no contexto nacional, a música recebe uma divisão na Funarte, incapaz de gerir todo o potencial que oferecemos ao país. Há em movimento uma proposta unificada no Brasil pelos músicos organizados: a criação da Agência Nacional de Música e um fundo setorial, que viabilizem uma cadeia estruturante para proporcionar à música brasileira a visibilidade que ela merece, interna e externamente. 

Que este ano novo reforce a nossa luta em busca desses objetivos e nos permita caminhar numa plataforma mais justa para os que exercem essa atividade profissional tão singular, e cada vez e sempre mais importante para o mundo.

Esso Alencar
cantautor
autoprodutor
ativista cultural

II SEMANA CULTURAL DA MÚSICA POTIGUAR

 


II SEMANA CULTURAL DA MÚSICA POTIGUAR

01 a 05 de Outubro de 2024

  

     A II Semana Cultural da Música Potiguar é uma proposta de ação do Núcleo de Produção Cultural Cooperada, realizada através da Rede Potiguar de Música  - RPM, que junto a outros parceiros vem dando seguimento a um processo mais intensificado de discussão, capacitação e fortalecimento da cadeia produtiva da música no estado do Rio Grande do Norte.

 Todas as atividades são autogestionadas, realizadas a partir de um esforço coletivo e solidário através do Núcleo de Produção Cultural Cooperada, envolvendo artistas, produtores, professores, estudantes e entidades parceiras articuladas pela Rede Potiguar de Música. Os eventos são gratuitos e abertos a todas as pessoas interessadas, com exceção da oficina virtual.

 Para compor a programação da II Semana Cultural da Música Potiguar serão realizadas atividades entre os dias 1º e 05 de outubro de 2024, obedecendo ao calendário com a seguinte programação:

1º Outubro, (20h)
REDE POTIGUAR DÁ MÚSICA (Oito da Noite)
mostra coletiva de música autoral
Teatro Alberto Maranhão
 
02 Outubro, (19h)
A MÚSICA NO LABIRINTO DO ALGORITMO: Criando Fugas Coletivas
com Rousi Flor de Caeté (oficina virtual)
inscrição via formulário – R$ 30
 
03 Outubro, (15h)
ASSEMBLEIA GERAL DO SINDICATO DOS MÚSICOS RN
Atualização da Tabela de Cachês 2024
Fundação Hélio Galvão
 
04 Outubro (14h)
A RPM E A VALORIZAÇÃO DA MÚSICA AUTORAL NO RN
EMUFRN (mini auditório Oriano de Almeida)
 
05 Outubro (10h)
CHORO DO CAÇUÁ
Pça. Pe. João Maria 
(encerramento)

REDE POTIGUAR DÁ MÚSICA (Oito da Noite)

  



No dia 1º de outubro, no palco do Teatro Alberto Maranhão, a Rede Potiguar de Música (RPM) realiza a mostra coletiva de música autoral, reunindo vários cantores/compositores da cena artística potiguar, que juntos organizaram-se para apresentar à cidade sua própria música e uma pauta: a criação de um Programa de Fomento para Música Autoral produzida no RN.

Por este motivo, a RPM mobilizou um elenco de músicos, instrumentistas e intérpretes que tocarão suas canções em duetos, dialogando com a proposta do Projeto Oito da Noite, defendido pelo coletivo para ser incorporado ao calendário cultural de Natal, caracterizado pelo encontro de gerações diferentes da música potiguar sob o mesmo palco, em programação regular aberta ao público, especialmente estudantes do ensino médio.

Nesse caso, além da ação simbólica que a noite prioriza, prevalece a beleza singular da música potiguar, interpretada em encontros inspiradores, basicamente com música orgânica, num ambiente estético sóbrio e o mais indicado para momentos dessa natureza.

A lista é extensa: Mestre Gláucio Teixeira, Zé de Cezário e Lulinha Alencar, Mestre Zorro e Pedro Neto, Antonio Ronaldo e Antoanete Madureira, Rousi Flor de Caeté e Natália Gonçalves, Iury Matias e Cínthia / Ana Tomaz, Ricardo Menezes e Clara Menezes, Carlos Zens e Fernandinho Régis, Ismael Dumang e Jo Bay, Esso Alencar e Wescley Gama. A ficha técnica completa ainda inclui Júlio Lima, coordenando o palco, Castelo Casado operando a luz, Wallace Regis como operador de som, além de Esso Alencar, na produção geral.

A RPM foi criada em 2010 e no ano seguinte fundou a COMPOR – Cooperativa da Música Potiguar (2011-2015). Com o passar da pandemia, a Rede vem fazendo gradativamente uma retomada de suas ações, encampando nessa primeira semana de outubro a II Semana Cultural da Música Potiguar (programação anexa), com uma gama de atividades todas voltadas para o âmbito de sua causa: a estruturação de uma política pública para o segmento.

Para viabilizar toda a execução foram necessárias várias parcerias, construídas através do Núcleo de Produção Cultural Cooperada, incluindo a FEL Produções de Arte, Grupo Teart de Teatro, Beju Produções, Casas da Flor, Paulo Lima Produção Audiovisual, além de eventuais apoios mais pontuais, não menos importantes. Cada músico também está se responsabilizando pela sua própria participação. 

O evento é uma iniciativa autônoma que conta com a cessão do teatro pela Secult-RN/FJA, dispondo de entrada gratuita, disponível ao público na plataforma Sympla até o dia 30 de agosto, via link: https://www.sympla.com.br/rede-potiguar-da-musica-oito-da-noite__2620656.

As senhas deverão ser retiradas na bilheteria do teatro uma hora antes do evento.


PONTE SONORA - Intercâmbio Musical RN/PB



Nesta quinta, 15 de agosto, às 20 hs, artistas potiguares e paraibanos se unem através de uma ponte sonora, numa cooperação entre artistas da Rede Potiguar de Música e ex-integrantes do Musiclube da Paraíba. A temporada estreia no Eletromusic Pub, em Natal, e vai até novembro, com uma edição mensal em cada local. Em João Pessoa será dada a largada no Café da Usina, na sexta, 23, com show de Esso Alencar.

O projeto é voltado para um diálogo musical entre as produções musicais da Paraíba e do Rio Grande do Norte, e proporciona aos públicos das duas capitais o encontro entre a produção musical autoral das músicas paraibana e potiguar.

Ponte Sonora é um projeto autogestionado, viabilizado através de parcerias articuladas pelo Núcleo de Produção Cultural Cooperada (NPCC) através de diversas parcerias que incluem a FEL Produções de Arte, a Casas da Flor, Cida Lobo & Edinho Oliveira, o Bardallos, alguns artistas paraibanos que integraram o Musiclube da Paraíba, o Eletromusic Pub e o Café da Usina, além da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba.

A entrada está condicionada à lotação do local.

R$ 30 

POR UMA AGÊNCIA NACIONAL PARA A MÚSICA BRASILEIRA

 


O Fórum Nacional de Música (FNM) é o embrião das diversas formulações que se deram na política pública para o segmento, com atuação mais acentuada durante o exercício de Gil no MinC. Continuada, sua articulação levou ao plenário da 4ª Conferência Nacional de Cultura, em março passado, a proposta da criação de uma agência nacional para a música brasileira.

A proposição nasceu justo dos documentos resultantes de todo o processo que se deu na primeira década do século - calendário que se extraviou na segunda, mas reaberto agora, meados atuais - , constante nos relatórios que idealizaram o Plano Setorial de Música, construído a muitas mãos por delegados de praticamente todos os estados do país e do Distrito Federal.

Considerada uma meta ambiciosa, a Agência Nacional de Música assumiria um papel institucional que a linguagem ainda não conseguiu estabelecer no intrincado organograma da política pública nacional, fazendo frente a um cardápio imenso de demandas históricas que essa cadeia produtiva almeja justificadamente. Afinal, a música desempenha um papel importantíssimo no cenário cultural brasileiro, diversificado e abrangente, dos rincões sertanejos às urbes, protagonizando uma função social insubstituível. É também uma gigante na economia, com significativa parcela no PIB, se aproximando da mesma faixa do setor automotivo, segundo levantamento recente que surpreendeu especialistas.

É, enfim, a música, esse agente transformador dotado de potencial robusto para ser melhor acolhido no ambiente da política institucionalizada, por se tratar de uma expressão cultural muito representativa dos brasileiros, ao lado do futebol emblemático. Sua singularidade como recurso educativo também se manifesta essencial para o currículo escolar, demonstrando-se ferramenta didática excepcional para a formação pessoal.

Munidos desses fatores genéricos e alinhando as necessidades cotidianas dos milhares de cantores, compositores, instrumentistas, arranjadores e intérpretes que protagonizam a linha de frente dessa arte, o FNM encampou essa bandeira como sua principal estratégia na batalha que vem travando desde que se organizou, há quase vinte anos. Várias outras lutas já foram pautadas ao longo desse tempo, especialmente nos rumos do direito autoral e em temas mais polêmicos, como o previdenciário, mas as conquistas são suadas e exigem dos próprios músicos uma articulação imprescindível.

As funções e o papel definitivo de um órgão dessa natureza na estrutura da música produzida aqui estão sendo discutidas e amadurecidas diante da complexidade que o setor representa, envolvendo os artistas em si, além de outras instâncias representativas, como sindicatos e associações da categoria, que precisam lutar em conjunto. É esperado uma contribuição da sociedade nesse debate, e que se manifestem também as instituições em suas diversas instâncias, inclusive aquelas que lidam com as pautas do campo musical.

A esse momento também são bem vindas as questões que envolvem o ofício do músico no país, o papel da linguagem artística no social, a atual indústria musical (dados/ perspectivas), fonógrafos virtuais, direitos trabalhistas, fatores econômicos, educativos, espirituais, e até a inteligência artificial. Por que não?

Nossa música carece com urgência desse tratamento, que vise sanar de vez com imbróglios como o da OMB (Ordem dos Músicos do Brasil), autarquia criada no governo de Kubitscheck e logo em seguida sequestrada por temerários (com os pés dentro da ditadura), o que fez com que a trajetória da entidade perdesse o seu rumo, e mergulhasse em densas nuvens até hoje. Já há organização sindical, mas tem baixa representatividade e não possui uma federação unificada.

São estes e outros pontos que deverão convergir para uma reflexão e discussão acerca da Música, a que fazemos, à qual nos dedicamos com ‘ardor’ profissional, que é responsável por uma série de trabalhos diretos nos palcos, nos estúdios, e indiretamente a outros tantos, nas lojas de música, nas fábricas de instrumentos, nas vendas dos acessórios, tornando-a uma potência econômica de grande envergadura.

Há ainda especialmente o valor simbólico, que dá à música um significado essencial no contexto cultural, sensibilizando a alma humana, vínculo com a afetividade, de mensagem individualizada a veículo diplomático, servindo como um elo intrínseco à experiência vivente no planeta (como Nietzsche já dizia).

Embora se trate de um desafio considerado, a criação da agência vai mobilizar sua base e argumentar pela adoção de uma política nacional efetiva para dar conta de cuidar com maior atenção desse bem tão singular, reconhecido mundialmente. Internamente, ainda será preciso alcançar um patamar para além do mero aplauso.

No meio do caminho, há um processo político, que exige a unidade de qualquer categoria.

É grande a missão, mas é enorme o prestígio que a música dá ao Brasil.

 

 Esso Alencar  (cantautor)

 

 

FEIRA DA MÚSICA LOCAU!


Feira da Música Locau!


Neste 29 de julho, último sábado do mês, estreia essa nova alternativa à agenda cultural de Natal, que faz parte de uma articulação da Rede Potiguar de Música para dar visibilidade às pautas para uma política pública pro segmento, seja no município ou estado.

A iniciativa é do Núcleo de Produção Cultural Cooperada, numa parceria da FEL Produções de Arte e do Seburubu, onde terá sede o evento, à Av. Deodoro, 307.

Prevista para iniciar às 10h, a Feira pretende atrair os músicos e demais interessados para abrir parcerias e estabelecer um ambiente de negócios, seja com venda de discos, camisetas, troca de objetos e afetos etc.   

Segundo Esso Alencar, idealizador, o evento chama a atenção para a realidade profissional dos músicos no mercado e também aponta para a necessidade de uma política pública com foco na música autoral.

A atração musical dessa primeira Feira será no seu encerramento, às 18h, com a apresentação de Ismael Dumang. Compositor versado nas temáticas regionais, sociais e políticas, seus lançamentos (desde 1996) lhe conferem um acento particular, no manuseio das rimas e nas paisagens sonoras ritmadas. Sua terminologia própria revela originalidade e o distingue na produção musical autoral potiguar. 

Os ingressos para o show de Ismael Dumang podem ser adquiridos antecipadamente no próprio local.

A entrada para a Feira é gratuita até as 17h.

 

 

POLÍTICA PÚBLICA PARA A MÚSICA DO RN


 



POLÍTICA PÚBLICA PARA A MÚSICA

DO RIO GRANDE DO NORTE 

Desenvolvimento e Difusão da Música Potiguar 

 

A REDE POTIGUAR DE MÚSICA, entidade informal criada em 2010 na cena da música potiguar, continua sua jornada em busca de construir e afirmar uma política pública para o segmento, consolidando um avanço concreto no desenvolvimento de nossa arte e promovendo a nossa produção. 

 

1 Efetivação de um programa para a música autoral, a ser realizado contínua e regularmente, numa edição mensal, reunindo diferentes gerações de cantautores, instrumentistas e intérpretes: Oito da Noite; 

2 Criação da Agência Estadual de Música, com a perspectiva de viabilizar atividades que ensejem a economia criativa na cadeia produtiva da música potiguar: II Semana Cultural da Música Potiguar (incluindo a Feira da Música Local); 

3 Realização de uma atividade de circulação, com intercâmbio entre músicos de diferentes regiões do RN, ocupando os teatros, auditórios e praças dos municípios, descentralizando as apresentações musicais e possibilitando uma maior divulgação de nossa produção: CIMA – Circuito Itinerante de Música Autoral; 

4 Formação de um grupo de trabalho com vistas a estudar mecanismos que visem a estruturação de um Acervo da Música Potiguar, para garantir o registro e preservação da nossa memória sonora: Roteiro Musical Diário; 

5 Destinação de um espaço físico na capital, com capacidade para 100 lugares, com o fim de disponibiliza-lo para atividades ligadas à nossa música (oficinas, shows, palestras, filmes etc). 

 

 

PROJETO ‘OITO DA NOITE’

O Projeto Oito da Noite consiste numa mostra musical que possibilita o encontro de uma nova geração de compositores e intérpretes radicados no Rio Grande do Norte com outros artistas mais antigos do estado que ainda estejam em atividade, permitindo uma maior interação entre diferentes gerações da produção musical potiguar.

O projeto também tem como foco o fomento à profissionalização do músico, dando-lhe a oportunidade de trabalhar alternativas sustentáveis ao desenvolvimento de suas carreiras.

  

AGÊNCIA ESTADUAL DE MÚSICA RN

A Agência Estadual de Música tem por finalidade propor a formulação de políticas públicas e contribuir com sua execução, com vistas a promover a articulação dos diferentes setores sociais, inclusive o governamental, para o desenvolvimento do segmento musical potiguar, integrando sua cadeia criativa e produtiva, visando o fomento das atividades relacionadas com o conjunto de ações ligadas ao trabalho e interesses destes profissionais organizados.

A proposta se fundamenta no princípio da democratização da gestão cultural e das práticas musicais, constituindo-se em um espaço permanente de diálogo da classe musical com os demais segmentos da sociedade civil, na formulação e execução de políticas para a música produzida no Rio Grande do Norte.

 

SEMANA CULTURAL DA MÚSICA POTIGUAR

A Semana Cultural da Música Potiguar é uma proposta de ação da Rede Potiguar de Música em parceria com outros órgãos ligados à promoção da arte musical, que pretende dar seguimento a um processo mais intensificado de discussão, capacitação e fortalecimento da cadeia produtiva da música no estado do Rio Grande do Norte.

https://redepotiguardemusica.blogspot.com/2012/03/programacao-da-semana-da-musica.html

 

FEIRA DA MÚSICA LOCAL

A Feira da Música Local é um evento que pretende reunir com periodicidade definida os profissionais do setor musical, atingindo todos os envolvidos com a Cadeia Produtiva da Música, incluindo fabricantes de instrumentos, locadores de som e luz, estúdios de ensaios e gravação, instrumentistas, compositores, arranjadores, intérpretes, produtores executivos, lojistas e artesãos, enfim todos aqueles que de alguma maneira atuam nessa área artística e em torno dos seus serviços.

 

CIMA – CIRCUITO ITINERANTE DE MÚSICA AUTORAL

Circulação musical da produção autoral pelo estado, alcançando um público além da capital, abrindo uma rota de maior interação entre a música potiguar, envolvendo uma cadeia de artistas e produtores que apostem nesse formato mais autônomo de aproximação do público estadual com os artistas potiguares, via processos coletivos que engajam, dinamizam e socializam através das redes de compartilhamentos e das apresentações presenciais.

https://circuitoitinerantedemusicaautoral.wordpress.com/

 

ELEFANTE ELEGANTE

https://audiorradio.wixsite.com/poti/elefante-elegante

 

ROTEIRO MUSICAL DIÁRIO

https://roteiromusicaldiario.wordpress.com/