Mostrando postagens com marcador conferência setorial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conferência setorial. Mostrar todas as postagens

♪♫ Editorial DoSol: Com a Palavra os Candidatos

Dia 8 de setembro aconteceu na Casa da Ribeira o primeiro debate entre candidatos a governador do RN focado totalmente em cultura. Por si só uma vitória da classe, novamente encabeçada por inciativas individuais e inquietas de quem quer ver mudanças. E como precisamos de mudanças, né?

Iberê deixou clara sua proposta para cultura quando desdenhou o convite. Nenhuma. Os outros dois candidatos foram, levaram a atividade de forma bem humorada, séria e sem ataques de ambos os lados. O público também se comportou bem e a condução dos trabalhos se deu no sentido de evitar as tradicionais ladainhas e lamentos tão comuns a esse tipo de encontro. Isso foi massa!

Fui um dos convidados a perguntar e quis saber sobre dotação orçamentária. Um ponto que hoje é o principal problema para as políticas públicas de cultura no estado. Estamos cercados de produtores e pensadores de cultura de excelente nível, capazes de construir rapidamente um plano de atividades. Isso todo mundo está careca de saber. O problema é que sem regulamentação, dotação fixa, dinheiro previsto em leis, tudo não passará de ilusão ou de boa vontade do governador que lá estiver.

Tudo começa com as tais garantias de investimento. Acabaram de aprovar uma para a Copa de 2014. Deveriam aprovar uma garantia igual para cultura há 30 anos e ainda não temos nada a respeito.

Sobre o assunto, a senadora Rosalba respondeu que pretende colocar em vigor um super fundo estadual de cultura, regulamentado através de ICMS e que seria fixo em 1% da arredação. Isso injetaria na área cultural do estado um investimento direto de, no minímo, trinta milhões de reais ano, sem dúvida um número relevante. O problema todo é que essa promessa tem cara de discurso pré-eleitoral, até porque todo mundo sabe que o montante é alto e que o governo precisará da assembléia para fazê-lo. Sinceramente, ficarei muito surpreso positivamente se isso acontecer, mas tenho minhas dúvidas.

O ex-prefeito Carlos Eduardo também citou contidamente a regulamentação do Fundo Estadual de Cultura. Esquivou-se de números e também jogou a responsabilidade para a assembléia. Demonstrou ter um pouco mais de solidez no que diz respeito a um programa de governo voltado para cultura (que foi um dos carros chefes da sua administração como prefeito de Natal, muito pela competência de Dácio Galvão) apresentando um projeto de criação da tão sonhada Secretaria Estadual de Cultura com dotação orçamentária própria (e gorda segundo ele), transformando a Fundação José Augusto num agente fomentador de parcerias para a área.

O candidato também anunciou que pretende fazer um Plano Estadual de Cultura através de convocação de artistas, produtores e demais agentes da cadeia produtiva cultural do estado.

Chego a conclusão de que os dois candidatos tem sim uma paquera pela área cultural, comprovada em governos anteriores, o que nos dá um alento mínimo de esperança (e mudança). Agora uma coisa é certa, o que precisamos fazer em qualquer caso é garantir que as promessas virem realidade. Temos chance, usaremos as plataformas que estão aí e vamos em frente.

Pressionar para o governo ceder. Essa é a meta!

Fotos: Yuno Silva

♪♫ Políticas Estruturantes para a Música Brasileira

A Funarte acaba de apresentar, logo após a reunião que houve em Brasília no início de junho, essa carta com as ações estruturantes para a música brasileira. Para quem não quiser ficar de fora, e cada vez mais ir se atualizando com estes novos tempos/novos modelos para o setor, eis o link a seguir: [ x ]



ESSO
cantautor
autoprodutor
http://www.sitiodoesso.com/

♪♫ Sobre a Pré-Conferência Musical - uma visão minha

Manhã clara em Brasília na segunda cedo.As delegações começam a se espalhar por entre as tendas brancas que sediam os debates, dividindo-se entre as linguagens artísticas que dali pra frente são a razão de estarmos ali. O clima seco do planalto não ajuda em nada o calor pesado que vai aumentando rápido. A temperatura sobe.

Bastou a Funarte abrir os trabalhos, logo era perceptível a movimentação dos interessados nos destinos das plenárias. Para todos os tantos garotos e garotas (todos, pois ali na expressão política de cada cidadã/o, transcendia a idade), o dia e meio que durou as pre-conferências setoriais no acampamento armado no jardim da esplanada dos ministérios foi dos mais marcantes. À par os deslizes mais grosseiros da organização, de um modo comum os objetivos das discussões acerca dos rumos da produção artística nacional foram muito proveitosos. Era possível sentir isso entre os vários presentes: os artesãos, os índios, os mestres, os escrotões, os palhaços, os estilistas, as bailarinas, atrizes etc. Um batalhão de beleza e exuberância estampando aquela pequena multidão tão múltipla quando estamos falando de delegações formadas por gente de todos os estados federativos. Uma profusão de sotaques, cores, credos e feições, místicas e tribais, irraciais, circulando incansável pelas instalações montadas no gramado do planalto.

No campo da música, de um lado o selecionado do fórum nacional e do outro o coletivo fora do eixo. Embora ainda sejam frutos de uma história recente que vem modificando o panorama da música planetariamente, ‘fórum’ e ‘fora’ vem propondo questões e projetos para renovar os eixos da atual música brasileira, contribuindo com idéias e ações para a estruturação de uma cadeia produtiva do setor, e embora estejamos ainda sob a cultura indesejada (ou inadequada?) de tomarmos as decisões nas coxias dos hotéis ou por detrás de murinhos, não reclamo da metodologia ou dos acertos consensuais (ais!) a que chegamos, após as rápidas horas vividas em Brasília sob uma tensão de opostos que tinham enfim a oportunidade de elevarem a um debate público suas diferenças. Ao fim, arruma daqui, costuras dali, foi eleito o novo colegiado nacional, após uma avalanche de decisões postas às mesas, pactuadas e votadas, com a pessoa em pé e um braço levantando o crachá.

Foi rápido, mas eficiente. No calor sob os plásticos quentes onde nos acomodamos, conseguimos logo, sem parto forçado, os titulares e suplentes que assumirão em breve seus assentos no Colegiado Setorial de Música. Nunca antes na história desse país... Houve questionamentos, o que a depender do articulista, abrilhanta em muito o resultado de um consenso (ou melhor, conveniência), que se a alguns contempla plenamente a outros apenas é tolerado em nome de uma unidade convergente. Consensual. É isso aí, é a dança das coisas. Festinha básica. Uns celebram espocando champanhe, outros tomam uma pinga com limão.

E assim foi... Todos nós ali, entre os eixos subterrâneos do poder, resistindo até o fim, já quando a chuva praticamente a/obrigou os delegados a permanecerem sob a tenda branca onde votaram as diretrizes que seriam encaminhadas pelo setor à construção do Plano Nacional de Cultura, e aproveitaram também para aclamar os representantes das entidades e blocos que sentarão em breve nas cadeiras para onde foram eleitos.

TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO

♪♫ Pré-Conferência Setorial de Música - Titulares e Suplentes para o Colegiado


COLETIVO
TITULAR
ESTADO
REGIÃO
 ÁREA
 SUPLENTE 
COLETIVO
ESTADO
REGIÃO
ÁREA
1
FNM
Sóstenes Lima
AL
NE
Criativa
Malva Ramos
FNM
SE
NE
Produtiva
2
FNM/FDE
Ivan Ferraro
CE
NE
Produtiva
Carolina Barros
FNM/FDE
MT
CO
Associativa
3
FNM
Manoel Neto
PR
S
Associativa
Santiago Neto
FNM
RS
S
Criativa
4
FNM
Du Oliveira
GO
CO
Criativa
Alê Capone
FNM
DF
CO
Produtiva
5
FNM
Luís Felipe
SP
SE
Criativa
Gilvan Santos
FNM
PI
NE
Produtiva
6
FNM
Flávio Oliveira
RJ
SE
Associativa
Adriano Araújo
FNM
PE
NE
Associativa
7
FNM
Wertenberg
TO
N
Produtiva
Éwerton Almeida
FNM
AM
N
Produtiva
8
Cooperativas
Makely Ka
MG
SE
Associativa
Vince Athayde
Cooperativas
BA
NE
Associativa
9
FDE
Pablo Capilé
MT
CO
Produtiva
Alberto Pedrosa
FNM
MA
NE

10
FDE
Otoniel Cruz
AP
N

Nicolau
FNM
PA
N
Associativa
11
FDE
Jeferson Bernardo
RS
S
Associativa
Paulo Sarkys
FNM
RN
NE
Associativa
12
Casas Assoc.
Talles Lopes
MG
SE
Produtiva
Vítor Santana
Casas Assoc.
MG
SE
Associativa
13
ABMI
Moreirão
SP
SE
Produtiva
João Ripper
ABM
RJ

Associativa
14
ABRAFIN
Fabrício Nobre
GO
CO
Produtiva
Gustavo Sá
ABRAFIN
DF
CO
Associativa
15
MPB
Éverton Rodrigues
RS
S
Criativa
Jean Mafra
MPB
SC
S
Criativa

♪♫ Os dez 'mandamentos' da Rede Música Brasil

Esses são os dez pontos listados pela Rede Música Brasil que serão apresentados durante a II Conferência Nacional de Cultura, em Brasília:

1. Agência: Criação da ANM - Agência Nacional da Música;

2. Fomento: Criar o Fundo Setorial da Música integrado ao Fundo Nacional deCultura;

3. Marcos Regulatórios: Estabelecer um novo marco regulatório trabalhista e desonerar a carga tributária para o setor criativo e produtivo da música;

4. Direito Autoral: Revisar a Lei de Direito Autoral através de processo de consulta pública;

5. Formação: Regulamentar imediatamente a Lei 11.769/2008 que institui a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas;

6. Mapeamento: Promover o mapeamento amplo e imediato de toda a cadeia criativa e produtiva da música. Incluir o setor da música na matriz insumo-produto utilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística);

7. Comunicação: Garantir a execução da diversidade da música brasileira nos meios de comunicação e fortalecer as redes de emissoras públicas, comunitárias e livres.

8. Redes: Estimular e fomentar a formação e organização de redes associativas no campo da música, pautadas nos princípios da economia solidária;

9. Circulação: Fortalecer e fomentar ações de circulação através das redes de festivais, feiras, casas e espaços de apresentações musicais em sua diversidade;

10. Exportação: Incentivar a criação de ações de exportação e aumentar o fomento às ações existentes, assim como regulamentar os mecanismos legais existentes para a exportação da música brasileira.

* Fonte: Rede Música Brasil

♪♫ Calendário de Reuniões Primeiro Semestre 2010

O primeiro encontro aconteceu no início de janeiro de 2010, tendo sido definido que os posteriores aconteceriam na primeira segunda-feira de cada mês.

A Pré-Conferência Setorial de Música, que acontece em Brasília no início de março, foi um dos assuntos destacados durante a reunião de fevereiro.

Compareça! Participe!
Fortaleça nossa música/trabalho.

Próximos encontros:
. 1 de março
. 5 de abril
. 3 de maio
. 7 de junho

Sempre às 17h, no Sebrae-RN - Lagoa Nova