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♪♫ VI MPBeco abre inscrições


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Por Julio Pimenta

As inscrições para o VI MPBeco - Festival de Música do Beco da Lama, têm início nesta sexta-feira, 8 de julho, e se estendem até o dia 13 de agosto de 2011.

O evento, que vem se consolidando como um importante festival competitivo de música, premia compositores, músicos e intérpretes nascidos no RN, ou que aqui residam há, pelo menos, dois anos.

Os trabalhos inscritos devem ser inéditos, com letra em português, podendo ser apresentados em qualquer gênero musical. Para se inscrever é necessário apresentar um CD com o trabalho gravado em voz e, no mínimo, com um instrumento de acompanhamento, além de cópia impressa da letra da música.

Dentre os inscritos, 24 trabalhos serão selecionados por uma comissão para se apresentarem nas duas etapas eliminatórias programadas para os dias 1º e 8 de outubro. A relação com essas músicas será divulgada no dia 16 de setembro e, na fase seguinte, uma nova comissão julgadora selecionará os cinco melhores trabalhos de cada eliminatória para participarem da grande final, a ser realizada no dia 15 de outubro.

Como forma de homenagem, o Festival associa a premiação direta, no valor total de R$ 15 mil, a nomes de pessoas que ajudaram a consolidar a imagem do Beco da Lama como espaço de boemia e de valorização da cultura. Assim, os prêmios têm as seguintes denominações e valores:

●Prêmio Bosco Lopes de Melhor Intérprete – R$ 1.800,00
●Prêmio Maestro Mainha de Melhor Arranjo – R$ 1.800,00
●Prêmio Celso da Silveira – 3º lugar – R$ 2.300,00
●Prêmio Newton Navarro – 2º lugar – R$ 2.900,00
●Prêmio Nazir Canan – 1º lugar – 3.600,00
●Prêmio Elino Julião – Voto Popular – R$ 2.600,00

O primeiro lugar do Festival, “Prêmio Nazir Canan”, receberá, ainda, o Prêmio ARTE MUSICAL: um violão Di Giorgio elétrico com equalizador e afinador, no valor aproximado de R$ 700,00.
Para os dez finalistas, selecionados nas duas etapas eliminatórias, será concedido um bônus no valor de R$ 200,00, a título de ajuda de custo.

A retirada do regulamento e a formalização de inscrições podem ser feitas no sítio do festival (www.festivalmpbeco.com.br), a partir de 8 de julho, ou presencialmente, nos seguintes locais:

DISCO FITAS
Rua Princesa Isabel , nº. 700 - Cidade Alta – Fone: 3211.2419
SEBO BALALAIKA
Rua Vigário Bartolomeu, nº. 565 – Cidade Alta – Fone: 9657.2022 / 8867.0520
ARTE MUSICAL (LOJA I)
Shopping Via Direta, loja 714 - Lagoa Nova – Fone: 3234.9541
ARTE MUSICAL (LOJA II)
Avenida Deodoro, nº. 302 - loja 05 – Cidade Alta – Fone: 3211.6444

Para os interessados que residirem em cidades do interior, o regulamento do VI MPBeco também pode ser retirado nas Casas de Cultura Popular administradas pelo Governo do Estado / Fundação José Augusto, e as inscrições podem ser remetidas pelo Correio para o seguinte endereço: Produção do VI MPBECO - Festival de Música do Beco da Lama - Rua Júlio de Castilho, n.º 85 - Conjunto Vale do Pitimbu - Bairro Pitimbu - Natal/RN - CEP: 59.069-550.

As datas de realização das etapas estão confirmadas e ocorrerão sempre a partir das 17 horas, na Praça Sete de Setembro, no Centro Histórico de Natal. A entrega da premiação será realizada no dia 29 de outubro de 2011.

O MPBeco é promovido por Nota dó – Projetos Culturais e, nesta sexta edição, conta com os seguintes patrocínios e apoios:

PATROCÍNIO:

COSERN
Por intermédio da Lei Câmara Cascudo / Governo do Estado

DESTAQUE PROMOÇÕES / CARDIOCENTRO / CTGeo
Por intermédio do Programa Djalma Maranhão / Prefeitura Municipal do Natal

APOIO:
Radiotec Cursos / Locarx / Água Mineral Santa Maria / Restaurante Veleiros / Flamma Luminárias / Arte Musical / Offset Gráfica

APOIO INSTITUCIONAL:
TV Assembleia / IFRN / SEBRAE

Para mais informações: 
Júlio Pimenta: 8842.7101
www.festivalmpbeco.com.br a partir de 08/07/2011

♪♫ Esso abre etapa Música Contemporânea no Festival DoSol

O cantor/compositor Esso abrirá a etapa Música Contemporânea na 7ª edição do Festival Do Sol. A apresentação será na Casa da Ribeira, às 19h do dia 10 / novembro.

Esso encabeça a lista de integrantes da RPM (Rede Potiguar de Música) que irão tocar no festival, a exemplo de outros nomes da cena atual de Natal, como tal Júlio Lima, Clara e a Noite e MC Priguissa (Coletivo Records), na mesma noite. Para esta edição, o Música Contemporânea reserva as duas primeiras noites de sua extensa programação (do dia 10 ao 15) para chancelar dentro do festival a importância da Rede, organizada pelos próprios artistas e apoiada pelo Sebrae/RN.

Oswin Lohss (piano elétrico), Ilton Fonseca ou Oliveira (triânglo / vocais) e Jaildo Gurgel (percussões) acompanham Esso (guitarra / voz), que resolveu aproveitar a ocasião para dar vazão a uma faceta do seu repertório ainda inédito, como é o caso de ‘Vício Antigo’ e ‘Waziu’, composições mais recentes e que incorporam certos toques regionais aos temas das letras dessas canções. Há ainda ‘Lambança’, parceria com Pedro Osmar, e uma versão para Frevo Mulher – de Zé Ramalho, cada vez mais referendando a importância da influência da música paraibana dentro de sua criação. “Entre Chico, Caetano e Gil, sou mais Vandré.”

Logo após sua participação no festival o músico viaja para shows de lançamento do seu mais recente CD, Alma de Poeta, feito através do Projeto Pixinguinha, onde musicou vários nomes das letras potiguares. A mini-turnê tem início previsto na capital de São Paulo, vai até o Rio de Janeiro e encerra em Minas Gerais na primeira semana de dezembro.

link p fotos
http://www.flickr.com/photos/essoa/

fel.com
assessoria de comunicação virtual
felprodarte@gmail.com

♪♫ V Festival MPBeco - Programação Completa

A produção do V MPBeco – Festival de Música do Beco da Lama divulga a programação do evento com os shows especiais e lista das 24 músicas finalistas que disputarão os prêmios oferecidos pelo festival. Foram recepcionadas 124 inscrições, totalizando o número de 260 músicas.

No dia 30 de agosto foi realizado o sorteio para definição da ordem de apresentação das músicas concorrentes ao Festival. A competição começa no dia 11 de setembro, com a primeira eliminatória; a segunda será no dia 18 e a finalíssima está programada para o dia 25.

O festival MPBECO chega à sua quinta edição consolidado como um dos melhores projetos da área musical do nosso Estado. O projeto MPBECO não cobra inscrições nem o acesso ao público às suas duas eliminatórias e a etapa final do evento, que são realizadas na Praça Sete de Setembro – Centro Histórico.

Serão disputados 15 mil reais em prêmios, divididos em seis categorias distintas: 1º, 2º e 3º lugares; melhor intérprete, melhor arranjo e também o prêmio do Voto Popular.

Para informações clique aqui e leia o regulamento.

Projeto patrocinado através do Programa Djalma Maranhão de Incentivo à Cultura e também da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura.

Programação completa do V MPBeco

Local: Praça 7 de Setembro - Centro Histórico
Horário: 18 horas

Dia 11/09
Show com Babal e Banda

Concorrentes:
01 - Judas Estalou um Beijo - Banda Alter Ego
02 - Sabe - Don Joker
03 - Mais Respeito - Nordestenato
04 - Torto Viés - Wicliff Gomes
05 - Tarja Preta - Luiz Gustavo
06 - O Riso - Cleo Lima
07 - Tsunami - Julio Lima
08 - Nada É Mais Forte Que O Amor - Michelle Lima
09 - Nego Nagô - Carcará na Viagem
10 - Me chame com'eusou(l) - Maguinho daSilva
11 - Memória da Casa Velha - Carlos Bem
12 - As Duas Torres - Os Inflamáveis

Show com a Banda Cabruera

Dia 18/09
Show com o Grupo Nós do Beco (Homenagem aos 100 Anos de Noel Rosa)

Concorrentes:
01 - Porta-retrato - Kekelly Lira
02 - Coco Parangolé - Zé Martins e a Banda Fibra de Coco
03 - Minha Alma Não É Feita de Encaixar - Nara Costa
04 - Sonho Real - Forró Namanha
05 - Ultraleve - Luiz Gadelha
06 - Feitiço Brasileiro - Curta Metragem
07 - Mr. President Barack Obama - Monte Sião Sistema de Som
08 - Balada da Cidade Mágica - Donizete Lima e a Confraria do Cálice Profano
09 - Deu Sede - Arrelia
10 - Caravana dos Loucos - Damned Blues
11 - Eu, Eles e Minha Casa - Lunares
12 - Semancol - Ivando Monte

Show com Romildo Soares e Banda

Dia 25/09
Show com a Banda Pangaio

Finalistas

Show com a Banda Seu Pereira e Coletivo 401

♪♫ Potiguares aprovam a Feira de Música do Ceará

Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, recebeu grupos e bandas de todo o país

Mais uma vez, o Rio Grande do Norte esteve representado na Feira da Música, encerrada no último sábado, 21, no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza (CE). A representação potiguar contou com a participação das bandas Seu Zé e Camarones Orquestra Guitarrística, além de representantes da Fundação José Augusto, do Sebrae/RN e da Rede Potiguar de Música, cantores, compositores, instrumentistas e produtores.

Cada banda participante tinha 40 minutos para mostrar o seu trabalho e se apresentava em um dos quatro palcos armados na área do Dragão do Mar, divididos de acordo com cada estilo. A banda Seu Zé se apresentou no Palco Brasil Independente, abrindo a noite do sábado. Camarones Orquestra Guitarrística fez um show bem agitado no Palco Instrumental.

Nos estandes da Fundação José Augusto, Sebrae/RN e da Rede Potiguar de Música, eram vendidos CDs e camisetas de artistas potiguares, além de outros produtos culturais e até mesmo instrumentos musicais.

Segundo o produtor Marcelo Veni, um ônibus com 45 pessoas partiu de Natal para o evento que, na sua avaliação, consolida a importância da cidade de Fortaleza no cenário musical nacional.

“Importância no sentido de proporcionar o encontro de músicos e produtores de diversas regiões do Brasil; e por proporcionar essa discussão eterna sobre direitos autorais, da valorização do conteúdo que você produz, da qualidade, da inserção no mercado. Estou muito feliz de estar mais um ano aqui presente”, disse Veni, considerando a missão cumprida e muito proveitosa.

O produtor também ressaltou a presença de outros músicos de Natal que, mesmo não tendo sido relacionados entre as atrações, estavam lá conhecendo o evento, mantendo contatos, com o CD debaixo do braço, divulgando o seu trabalho; como o MC Priguissa e SaintClair, por exemplo. “Estamos aqui também com a Rede Potiguar de Música, que está com um estande, divulgando os CDs de nossa produção”, comentou Marcelo Veni.

Potiguares no palco

Responsável por abrir a noite no palco principal da Feira da Música, a banda Seu Zé atraiu a atenção do público que se concentrava na Praça Verde, em frente ao Centro Dragão do Mar, apresentando as canções de seu mais recente CD, o recém-lançado “A Comédia Humana”, e outras do primeiro trabalho, dando preferência às que a banda considera funcionarem melhor ao vivo, segundo o guitarrista e vocalista FeLL, abordado pela reportagem logo após a apresentação.

“É a nossa terceira vez na Feira da Música. Sempre foi muito bom tocar aqui. Começamos num palco menor; no ano seguinte tocamos num palco um pouco maior; neste ano estamos no palco principal. Isso é muito legal porque, à medida em que o público vai reconhecendo nosso trabalho, a organização do próprio evento vai encaixando a gente no lugar que eles acham que a banda merece”.

Enquanto o produtor artístico e apresentador de programa de calouros Miranda estava sempre rodeado de jovens em busca de um autógrafo, passeando sempre seguido por um séquito de fãs, o baterista do Los Hermanos conversava com os amigos, praticamente anônimo, próximo ao Palco Instrumental. “Vamos que eu quero ver os Camarones!”, disse Barba, aproximando-se do palco onde os potiguares faziam os primeiro ruídos.

O show do Camarones Orquestra Guitarrística foi bastante agitado, com a plateia gritando e pulando ao som do surf-rockabilly animado da banda. Alguns ali já demonstravam conhecer o trabalho do grupo, que já fez algumas apresentações em Fortaleza. Logo após a apresentação, a baixista Ana Morena comentou que, por ter chegado na quarta-feira, a banda estava bastante ansiosa, na expectativa, já que se apresentaria apenas no sábado, dia do encerramento do evento. “Estamos muito satisfeitos. Achamos o palco incrível e com essa plateia não tinha como ser melhor, não! O show foi excelente!”

* Fonte: Tribuna do Norte - 24/ago/2010
Repórter: Isaac Ribeiro
Foto: Divulgação/Assessoria Feira da Música de Fortaleza

♪♫ MPBeco: Inscrição abertas até dia 30 de julho

Inscrições abertas para o V MPBeco

A partir do dia 15 de junho e até 30 de julho, o Festival MPBeco 2010 estará recebendo inscrições de interessados em participar da quinta edição do Festival de Música do Beco da Lama.

O lançamento ocorrerá no BARDALLOS Comida e Arte, junto com o 1º jogo do Brasil na Copa do Mundo 2010, depois do jogo será apresentado o DVD do IV MPBeco, edição de 2009.

Pontos de Retirada do Regulamento e Ficha de Inscrição:

SEBO LISBOA
Av. Hermes da Fonseca, nº. 407 – Loja 26
Petrópolis – Natal/RN
CEP: 59.014-165
Mercado Público de Petrópolis
Telefone: 8801-8703;

SEBO BALALAIKA
Rua Vigário Bartolomeu, nº. 565
Cidade Alta – Natal/RN
CEP: 59.025-100
Telefones: 9657-2022 / 8867-0520;

NATAL GROOVE Instrumentos Musicais e Áudio
Rua Floriano Peixoto, nº. 567
Petrópolis – Natal/RN
CEP: 59.020-500
Telefone: 3211-8652;

DISCO FITAS
Rua Princesa Isabel, nº. 700
Cidade Alta – Natal/RN
CEP: 59.020-500
Telefone: 3211-2419;

ARTE MUSICAL
Shopping Via Direta, Loja 714
Lagoa Nova – Natal/RN
Cep: 59.078-910
Telefones: 3234-9541 / 3234–5118.

O Regulamento do Festival assim como a Ficha de Inscrição também estarão disponibilizados nos municípios detentores de Casa de Cultura Popular e nos Pontos de Cultura espalhados pelo Estado.

Os interessados poderão, também, baixar o Regulamento e a Ficha de Inscrição no site do Festival: www.festivalmpbeco.com.br, a partir do dia 15 de junho e endereçar à produção do Festival sua remessa pelos Correios, ao seguinte endereço: Rua Júlio de Castilho, n.º 85 – Conjunto Vale do Pitimbu – Bairro Pitimbu – Natal/RN – Cep.: 59.069-550.

As inscrições são gratuitas e cada compositor poderá inscrever até três músicas, que deverão ser inéditas e terem sido compostas individualmente e/ou em parceria. O resultado contendo as 24 (vinte e quatro) músicas classificadas será divulgado no dia 30 de agosto. As duas eliminatórias e a etapa final do Festival serão realizadas, respectivamente, nos dias 11, 18 e 25 de setembro de 2010, na Praça Sete de Setembro – Centro Histórico.

Premiação:

Prêmio Bosco Lopes de Melhor Intérprete do Festival – R$ 1.500,00

Prêmio Maestro Mainha de Melhor Arranjo Musical – R$ 1.500,00

Prêmio Celso da Silveira para a Música 3ª colocada no Festival – R$ 2.000,00

Prêmio Newton Navarro para a Música 2ª colocada no Festival – R$ 2.600,00

Prêmio Nazir Canan para a Música 1ª colocada no Festival – R$ 3.200,00

Prêmio Elino Julião do Voto Popular – R$ 2.200,00

Prêmio Bônus aos 10 finalistas – R$ 200,00

O V MPBECO é subsidiado pelo Programa Djalma Maranhão de Incentivo à Cultura e Lei Câmara Cascudo, contando com os seguintes patrocínios: Prefeitura do Natal, Destaque Promoções, Governo do Estado, Fundação José Augusto, COSERN e apoio cultural da TV Assembléia, Sectur, Groove Instrumentos, Offset Gráfica, Água Mineral Santa Maria, Radiotec Cursos, Locarx Locadora, 88.9 FM Universitária e Amarela Entretenimentos.

Informações:

Júlio Cesar Pimenta: 8842.7101 - 9177.1713 - 9906.8740
Dorian Lima: 9416.8016

www.festivalmpbeco.com.br
jucepimenta@yahoo.com.br
producao@festivalmpbeco.com.br

♪♫ Carta aberta aos músicos e artistas, por João Parahyba (Trio Mocotó)

João Parahyba

Projeto Música Brasil:

“Caros companheiros artistas e músicos do Brasil,

Estamos num momento histórico de mobilização onde todos, ou quase todos estão lutando pela sobrevivência e manutenção da nossa música. Nos últimos dias tenho refletido sobre tudo que passamos nesses últimos meses, anos e décadas, e me veio na cabeça. Quem são os verdadeiros sujeitos disso tudo que está acontecendo na música brasileira, ontem, hoje e amanhã?!

Somos Nós! Artistas! Músicos e autores! Que fazemos desta arte a nossa vida, e no que diz respeito a estilos, gêneros e ritmos. Somos únicos! Sem nós, não existe música…. CD, DVD, Fonograma, rádio, show na televisão, mostra, festival, baile, casamento, carnaval e São João. Não existe nada!

Apesar de respeitar todos que estão participando deste debate, as entidades, os jovens produtores da nova geração, que hoje tem uma organização e discurso forte em prol de uma política cultural mais justa neste país, não vejo os interesses do artista e do músico com equilíbrio nesta balança entre os produtores de festivais, empresários da música, entre outros. Nosso problema é imediato: vivemos do nosso trabalho!

Ao ler o relatório da Rede Música Brasil (leia aqui), percebi que os projetos de maior valor contemplam os produtores de shows e festivais, empresários artísticos, pontos de rede e pontos de cultura, mas não diretamente a sobrevivência do artista. Com a queda brutal do mercado musical como CULTURA, hoje COMMODITIES, com a história desta política de show de graça, etc. e tal não existe subsistência, sobrevivência e sustentabilidade em toda cadeia. Estamos acabando com a iniciativa privada desde país, e ficando escravos dos editais. O funil das gravadoras e empresários artísticos do passado está hoje na máquina pública. Assim nunca construiremos um mercado cultural sustentável e verdadeiro.

E honestamente, depois de 40 anos de carreira e de ter tocado no mundo todo, não venham me dizer que festival e mostra de música é única e exclusivamente uma vitrine para quem está começando ou para quem está um pouco sumido da mídia, ou ainda, uma forma de formar público novo. Pois isso é o óbvio. Mas isso também hoje é uma vitrine para o nome do festival, para os produtores e entidades organizadores, para o marketing das grandes empresas e principalmente para o governo. E esses proponentes muitas vezes obtêm fonte de renda que mantêm toda a estrutura de suas empresas através desses editais públicos, estaduais, municipais e federais. Principalmente com dinheiro público e quase 100% sem investimento privado, digo dos pequenos empresários, os proponentes, não das grandes empresas que utilizam esses editais e leis para fazer somente marketing, e não cultura.

Vejam: quase todos os festivais e shows já têm apoio do seu município, do seu estado, (conquista deles é verdade) e muitos da grande iniciativa privada, e quase todos, com a desculpa da promoção e da formação de público não pagam cachê aos artistas e músicos convidados “é divulgação Etc. e tal”, mas não justifica, pois ganha pão, é ganha pão. “Não peçam para eu dar de raça a única coisa que tenho para vender, minha música, minha arte”. (Cacilda Becker)

Isso é jabá institucionalizado, igual às rádios que tanto reclamamos há décadas. Quer tocar aqui é assim, você paga para estar aqui. Absurdooo! E se reclamar não entra mais na rádio, TV e/ou no circuito dos festivais, como temos exemplos de vários amigos artistas que foram excluídos das rádios e dos festivais por se manifestarem contra o jabá e/ou não pagamento de cachês nos festivais pelo Brasil afora. Isso hoje, como há 30 anos vem acontecendo.
Estamos criando outro monstro!?

Gostaria de saber da Funarte e do Minc o seguinte: em todos estes editais, nos trabalhos artísticos e musicais estão previstos o pagamento dos nossos cachês?!

Olhem os valores dos projetos enviados no relatório final da Reunião do Colegiado de Música, CNPC e Rede Musica Brasil:

Edital de Passagens: R$ 5 milhões (Mais dinheiro para levar o artista convidado para tocar nos festivais nacionais e internacionais… lindo! Um custo a menos principalmente para os Festivais Nacionais que já tem o estado, o município, a iniciativa privada, e agora o governo federal, mas cadê o cachê?)

Edital de Festivais: R$ 7 milhões (Mais “dinheiros” para produção dos Festivais Nacionais, Lindo! Vamos melhorar a produção dos festivais, mas cadê o cachê?)

Bacia do São Francisco: R$ 4 milhões (Lindo! Vamos lá! Mas os projetos não têm que ser nacionais? E os outros estados do nordeste, cadê a bacia do Guaíba no sul, bacia do Tietê no do sudeste, Pantanal no Centro Oeste e a Bacia Amazônica no norte?)

Clareira: R$ 2,4 milhão – Lindo! Mas também não é nacional!!?

Banco de Artistas: R$ 1,5 milhão – Lindo! Mas 200 artistas divididos por 27 estados, 7,4 artistas por estado. É isso.?!

Edital de rádios Arpub: R$ 500 mil - Lindo! Mas elas vão pagar direitos autorais ao ECAD?

Congresso: R$ 1,5 milhão – Lindo!

Capacitação + Exportação: R$ 1,9 milhão – Lindo!

Banco de Dados: R$ 1 milhão – Lindo!

Redes de Música: R$ 6 milhões – De novo pontos de cultura. Já não tem dinheiro para isso no Minc? Já temos redes, e mais redes formatadas pelos estados e municípios… isso poderia se reverter em algo mais urgente para a nossa cultura, como formação de músicos, formação de orquestras etc. e tal.

Acredito que ainda é tempo e é imprescindível a classe artística e musical se manifestar nestes editais de R$ 7 milhões, R$ 5 milhões, R$ 6 milhões, e que este dinheiro seja utilizado também para pagar os artistas, músicos e autores nestes festivais, mostras, shows, workshops, já que o resto, os festivais já estão contemplados, e já estão muito bem estruturados.

E, antes de mais nada e independente de qualquer coisa, precisamos que os artistas estejam nas curadorias, nas escolhas dos critérios, junto aos proponentes, de como, e para quem vai este dinheiro, e colocar todos segmentos da nossa música para serem prestigiados por estes editais, tais como: música Erudita, MPB, Instrumental,…e por ai vai.

Abraços,

João Parahyba”

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Carta publicada na lista de discussão Rede Musica Brasil e liberada pelo autor para sua publicação no Scream & Yell.
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João Parahyba começou sua carreira aos 18 anos, na boate Jogral, em São Paulo. Como percussionista contratado da casa acompanhou artistas como Cartola, Clementina de Jesus, e participou de históricas jam-sessions com Hermeto Pascoal, Earl Hines e Michel Legrand. Uma dessas canjas tornou-se frequente: Jorge Benjor no violão, João na timba, Nereu Gargalo no Pandeiro e Fritz Escovão na cuíca. Nascia o Trio Mocoto formado para acompanhar Benjor no Festival Internacional da Canção de 1970. De 1970 a 75 o Trio Mocotó viajou pela Europa com Benjor, participou de gravaçoes como “Pais Tropical”, “Que Maravilha”, “Samba de Orly”, do LP “Força Bruta”, acompanhou Vinicius e Toquinho no show “Encontro” e lançou dois LPs com o Trio Mocotó.

Em 1981 foi para os Estados Unidos estudar composição e arranjo no Berklee College of Music (Boston). De volta ao Brasil iniciou uma sólida trajetoria como instrumentista acompanhando Ivan Lins e César Camargo Mariano. A partir de 1990 se envolveu também com produção e foi parceiro de Mitar Subotic, o SUBA, produzindo projetos independentes e participando da maior parte de seus trabalhos com Arnaldo Antunes, Bebel Gilberto e Edson Cordeiro, entre outros. Em 2000 reuniu o Trio Mocotó e começou a colaborar com artistas da cena eletrônica como DJ Marky, Patife, M4J, Anvil FX. Em 2004, com o Trio Mocotó lançando um novo disco, saiu em turnê por toda Europa. 2007 foi o ano do Trio Atlântico (com Pascal Lefeuvre & Carlinhos Antunes), que excursionou pela França e Espanha. Em 2008, comemorando 40 anos de profissao João Parahyba formou a banda Komanche’s Groove Band e o Quarteto Parahyba Jazz.

* Fonte: Scream & Yell - 13/abr/2010