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Reunião da Funarte com Sociedade Civil

Makely conta como foi a reunião de Grassi com alguns representantes de entidades do setor:

“Peço aos companheiros que estiveram presentes que complementem. Pelo que me lembro estavam presentes, além do Antônio Grassi [presidente da Funarte], os funcionários do governo Cláudio Guimarães, Eulícia Esteves, Maya Suemi e mais uma pessoa que não identifiquei. Da sociedade civil estávamos eu e Renata Andrade representando a Cooperativa da Música de Minas, Luís Felipe Gama e Karina Poli representando a Cooperativa de Música de São Paulo, Val Macambira representando o Fórum da Música da Bahia, Joana Queiroz, Bernardo Aguiar e mais um companheiro representando o SINDIMUSI-RJ. Lembrando que Luís Felipe e Val são membros titulares do Colegiado Setorial da Música.
A conversa começou com Grassi dando um panorama da situação atual da FUNARTE e pontuando algumas ações. Há atualmente apenas três funcionários no Centro de Música – CEMUS, sendo que uma delas está saindo de licença e a outra trabalha em regime de meio horário. Em função disso e da falta de um site com inscrições digitais por exemplo, todos os processos tendem a ser extremamente morosos. Cobramos do governo um orgão vinculado que dê a dimensão da complexidade e da robustez da indústria e da contra-indústria musical brasileira. Grassi anunciou a publicação de uma portaria para contratação de novos funcionários para a FUNARTE. Comentamos sobre a possibilidade de criação de um orgão, agência, instituto ou fundação, que possibilitasse um fomento efetivo para o setor. A ANCINE e o IBRAM foram citados como exemplos.
Grassi informou que o Ano Brasil – Portugal, previsto para se encerrar em junho pode ser estendido e eles devem aproveitar a lista de artistas excedentes do edital que selecionou atrações para o evento. Informou também que o MIDEM, importante feira internacional de música que acontece em Cannes, na França, vai homenagear o Brasil em 2014. Anunciou também os Encontros de Políticas Culturais da FUNARTE que vão percorrer todas as regiões do país a partir de abril. 
Após essa introdução apresentamos nossa sugestão de pauta que foi acatada. Em relação à reivindicação dos editais para o setor musical, como o Prêmio Procultura de Apoio a Festivais e Mostras de Música e o Prêmio de Apoio a Palcos Estáveis, ele argumentou que a edição anterior havia sido publicada ainda no governo Lula pelo secretário Juca Ferreira. Naquela ocasião os referidos editais foram publicados sem a existência de recursos para seu pagamento. Eles aguardam agora a aprovação do Procultura para a retomada deste e de outros editais. Informou também que o Prêmio FUNARTE de Música Brasileira, publicado no ano passado, está em fase final de avaliação e o resultado final deverá ser anunciado em maio. Questionamos o fato do prêmio beneficiar apenas 55 projetos em todo o Brasil, tendo recebido mais de três mil inscrições. A desproporção é constrangedora para a própria FUNARTE.
Com relação às feiras de música, a justificativa foi a LDO de 2010 que impede o repasse de recursos para entidades privadas. O governo só pode repassar recursos para entidades governamentais e exige uma contrapartida em dinheiro no valor de 20% do investimento. Explicou ainda que mais de 90% das secretarias de cultura no país estão inadimplentes com o governo federal e não podem receber o recurso. O presidente da FUNARTE sugeriu que encaminhássemos solicitação de alteração da LDO à Frente Parlamentar de Cultura no Congresso. Insistimos na importância da realização das feiras regionais e ele anunciou um edital, ainda embrionário, que poderia contemplar as feiras, mas seria um edital aberto para todas as áreas artísticas. Sugerimos a criação de cotas para os setores artísticos bem como sua regionalização.
Quanto ao Seminário Nacional da Música, a FUNARTE demonstrou todo o interesse em realizá-lo. Falamos sobre a necessidade de abordar alguns dos principais temas que hoje permeiam a atividade musical no país, como a revisão da Lei 3857/60, que criou a OMB e regulamenta a profissão de músico; regulamentação da Lei 11.769/08, que instituiu o ensino de música nas escolas; revisão da lei do Direito Autoral e fiscalização do ECAD; além de temas como as ações internacionais, o comércio digital de música e o cooperativismo musical, entre outros.
Houve ainda uma discussão sobre a representatividade e a necessidade de custear as passagens do grupo designado para participar de uma próxima reunião presencial para tratar do tema. Nesse momento foi questionada a representatividade do Fórum Nacional da Música. Foi necessário lembrar o histórico da entidade e o empenho dos bravos companheiros – alguns dos quais inclusive nem estão mais entre nós – para a formulação do Plano Setorial da Música, desde as Câmaras Setoriais em 2005. Argumetamos ainda que o FNM estava passando por uma transição mas o seminário é uma reivindicação antiga e que estamos dispostos a colaborar da forma que for possível.
Por fim foi sugerida a realização do seminário em novembro deste ano na capital federal. A FUNARTE ficou responsável por elaborar uma minuta da programação e enviar ao grupo como sugestão para ser discutida num primeiro momento virtualmente. O Colegiado Setorial da Música foi eleito o interlocutor oficial, juntamente com o Fórum Nacional da Música, os sindicatos e as cooperativas, que se dispuseram a colaborar com sugestões e propostas.
Abraços,
Makely

https://forumnacionaldamusica.wordpress.com/2013/04/14/centro-de-musica-da-funarte-se-reune-com-representantes-da-sociedade-civil/

♪♫ MinC põe o pé na estrada



Por Bruna Mara Wanderley



Reuniões da regional nordeste acontecem em oito estados para elaboração coletiva de um edital de circulação musical



A Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura – RRNE/MinC, está em ‘despacho especial itinerante’ e na tarde da sexta-feira (01/07), aportou em Natal para se reunir com membros da cadeia produtiva da música do Estado, o encontro aconteceu no prédio histórico do Instituto Federal do Rio Grande do Norte - IFRN, na Cidade Alta. Com um esboço de edital de circulação musical para a Região, Fábio Lima, chefe da RRNE/MinC, busca apoio e sugestões para viabilizar a proposta de um edital de grande porte que fará circular a produção musical nordestina, com realização prevista para o final do primeiro semestre de 2012. Para tanto, Reinaldo Freire, o Naldinho, músico e representante para o Nordeste da Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, endossa a ideia e acompanha Fábio nessa construção conjunta com a cadeia produtiva da música nos oito estados representados pela Regional. O edital pretende ser diversificado e contemplar o rico mosaico cultural de ritmos e estilos do Nordeste, colocando artistas de estados diferentes no mesmo palco, numa integração entre público e cidades gerando oportunidades de negócios.



Segundo Fábio, a política existente de editais está funcionando a contento, atendendo a demanda de produção. Porém, a circulação de músicos e grupos ainda é um gargalo. “Nós não temos no MinC projetos nesse sentido, regionalizados. Temos o Pixinguinha, mas é mais restrito, por ser uma circulação nacional, maior”, afirma. Naldinho foi convidado para integrar o grupo que está gestando a ideia. “A proposta atual é contemplar oito músicos/grupos, com dois concertos por estado: um na capital e outro no interior. Integrando os oito estados nordestino numa teia de circulação da produção local. Inicialmente a Bahia não está incluída, por ter uma Representação própria, mas, não excluímos a possibilidade de negociarmos sua entrada”, diz Naldinho.

Uma ação interessante na proposta do edital é a contrapartida dos aprovados, que devem realizar rodadas de conversas, workshops e/ou oficinas com o público e os artistas dos locais aonde irão se apresentar, proporcionando também a circulação de ideias e vivências.








Fábio Lima Foto Maíra Brandão

Serão 64 músicos/grupos contemplados pelo edital, oito estados integrados em 128 apresentações. O esboço do projeto delineia R$ 4.000,00 brutos de cachê para cada contemplado, as despesas gerais somadas resultarão em R$ 64.000,00 por estado. A pequena comitiva vinha de uma reunião similar com representantes da cadeia produtiva da música e gestores públicos em João Pessoa-PB, precedida por outro encontro em Recife-PE. Fábio e Naldinho relataram que Pernambuco apoiou o projeto, deu sugestões de acréscimos e não discutiu cachê, enquanto a Paraíba, que também apoio a iniciativa e discutiu com ativismo, reservou 30 minutos debatendo sobre os valores a serem pagos aos artistas.

Já o Rio Grande do Norte, representado pela Rede Potiguar de Música – RPM, Fórum Permanente de Música – FPM/RN, Sindicato dos Músicos – SINDIMUSI-RN, Fundação José Augusto – FJA, Fundação Cultural Capitania das Artes – FUNCARTE e a sociedade civil, mostrou-se preocupado com questões de logística, qualidade técnica e de conteúdo e critérios de seleção. Opinou e defendeu mecanismos de garantias de realização exequível, dando pleno apoio à proposta.


De acordo com os gestores, para assegurar a realização com qualidade técnica e artística pensou-se em parcerias/contrapartidas de ação com os governos estaduais e municipais. As atribuições foram divididas: assessoria de imprensa, produção do registro audiovisual, cachês e transporte inter-estaduais, a cargo do MinC e cada estado e município compartilham a responsabilidade pela produção local, equipamentos de som e luz, local de realização do evento, hospedagem, alimentação e traslado estadual e nos municípios.


Em relação às contrapartidas estaduais e municipais, Francisco Marinho, gestor para a área de música da FJA, propôs que fossem absorvidas unicamente pelo estado, visto que são relativamente pequenas e a negociação com dois municípios poderia resultar em entraves por questões políticas, evitando desgastes desnecessários.







A proposta é dialogar e elaborar um edital participativo
Chico César, cantor e gestor público paraibano, foi referência constante nas discussões por ter acrescentado muito ao debate no seu Estado. Chico César deixou clara sua preferência pela realização do evento com estrutura de palco em locais abertos, proposta apoiada pelo maestro José Roberto Silva, representante da FUNCARTE, mas, questionada por outros músicos potiguares que defendem a realização dos concertos em teatros e pedem que o edital defina a padronização de local para todos os shows – ou em locais abertos ou fechados, em todos os estados.
Uma das maiores preocupações é com as formatações de shows, que são diferentes para um palco aberto e para um palco fechado, diferença que pode ser sentida e interferir na qualidade das apresentações. Outra questão que preocupou os presentes foi o tempo em turnê, são 36 dias na estrada que, na proposta inicial do MinC, seria de ‘tempo corrido’, mas, após discutida na reunião potiguar, foi anotada a opção de ser dividida em 12 finais de semana. Os músicos alegaram que a primeira opção é impraticável porque a maioria, infelizmente, não tem na música a única fonte de renda e para esses a chance de concorrerem estaria eliminada, com o agravante de uma possível baixa qualitativa do projeto.


Segundo Fabio, o aporte financeiro que será captado margeia os R$ 7 milhões: “Essa é a segunda parte do projeto, a mais difícil, onde vamos buscar o financiamento”. A etapa RN foi concluída e o Estado levará à Pernambuco dois representantes para o 21º Festival de Inverno de Garanhuns, o FIG, que acontece na cidade de Garanhuns-PE, onde estará montada uma mini Representação Regional do MinC. No dia 22 de julho, dentro da programação do Festival, acontecerá uma reunirão com os representantes do segmento musical e gestores de oito estados nordestinos para trocar ideias sobre o edital, baseado nos diálogos feitos durante os meses de junho e julho.
A atividade contará também com um painel expositivo para esclarecer e apresentar as sugestões coletadas. Após o encontro, um grupo de trabalho será formado para a conclusão do projeto de intercâmbio musical do Nordeste. Na ocasião, também entrarão em pauta outros assuntos pertinentes como a reorganização da lista representativa da Rede Música Nordeste, retro-alimentada pelas discussões nacionais e estaduais.

♪♫ Fundo Nacional Agora é Pra Valer

Os recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) não poderão mais ser bloqueados. A definição está na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada terça-feira (10 de agosto) no Diário Oficial da União (Seção 1, página 38, Anexo IV).

O Ministério da Cultura conseguiu, em negociação com o Congresso Nacional, criar uma emenda protegendo o FNC de qualquer forma de contingenciamento. A decisão foi ratificada pelo Presidente da República.

“É uma vitória gigantesca para a Cultura, fundamental para a mudança de modelo de fomento que estamos fazendo”, comemorou o ministro da Cultura, Juca Ferreira. “No mundo todo, o financiamento público da produção cultural é feito por meio de fundos, e não pela renúncia fiscal. Essa decisão acaba com a dúvida que o Fundo poderia ser contingenciado e dá segurança à mudança que estamos fazendo”, afirmou, referindo-se ao projeto de lei enviado ao Congresso Nacional propondo o Procultura.

O Fundo Nacional da Cultura (FNC) é um fundo público constituído de recursos destinados exclusivamente à execução de programas, projetos ou ações culturais. O MinC pode conceder este benefício por meio de programas setoriais realizados por edital, ou apoiando propostas que, por sua singularidade, não se encaixam em linhas específicas de ação, as chamadas propostas culturais de demanda espontânea.

Em 2007, foram disponibilizados R$ 472,8 milhões do FNC para serem investidos em programas e projetos culturais no ano de 2008. O valor investido em 2009 - aprovado em 2008 - subiu para R$ 523,3 milhões. No ano de 2010 - aprovado na LDO de 2009 - o Ministério da Cultura conseguiu R$ 898,1 milhões para o FNC.

* Fonte: Comunicação Social/MinC, por Heli Espíndola

♪♫ Partido da Cultura - Carta de Propostas

"Salve a todos/as,

Como a maioria aqui já deve estar acompanhando, no início de julho um movimento nacional suprapartidário em prol da cultura foi lançado: O Partido da Cultura.

A principal intenção deste movimento é chamar a atenção para as principais pautas políticas relacionadas a cultura, neste momento tão importante da democracia, que são as eleições, e assim defender a cultura como elemento estratégico na construção das politicas públicas em prol do desenvolvimento econômico e da justiça e inclusão social.

Seria muito interessante termos mais agentes culturais e entidades da música envolvidos com este debate nas suas regiões, e neste sentido, coloco abaixo, para apreciação de todos, o primeiro documento construído visando o desenvolvimento de um programa de diretrizes prioritárias, q está sendo construído de forma colaborativa por todos estes agentes envolvidos. Estamos no momento inicial desta construção, e a experiência de todos aqui é muito importante para que possamos chegar a um documento q realmente atenda as nossas demandas e vontades políticas. Sabemos que os interesses politico-partidários são diversos, e por isso mesmo, este movimento se propõe suprapartidário e fundado essencialmente na discussão de políticas públicas para cultura.
Sugiro que todos dêem uma olhada no blog do movimento, e assim se familiarizem ainda mais com este processo, para que possamos garantir a ampliação deste movimento, e q independente dos vencedores das eleições em 2010, a cultura passe a ser vista como agenda prioritária de qualquer governo.

Neste primeiro momento, as propostas elencadas, tem como referência a construção de políticas macros e universais, mas com certeza, com a colaboração de mais agentes aqui presentes, teremos condições de puxar também um pauta e construir um programa voltado exclusivamente para o setor da música. Sei q temos um acumulo muito grande de documentos fruto do trabalho do Colegiado Setorial desde 2005, e que inclusive podem servir como referência para a construção deste programa setorial para a música.

Segue o link do blog: www.partidodacultura.blogspot.com

Estamos a disposição para tirarmos qq dúvida sobre este processo, e a contribuição de todos é fundamental para que possamos qualificar ainda mais este debate e movimento.

Abaixo a Carta de Propostas que está sendo construída:

Abraço a todos!
Talles Lopes

PCult: Carta de Propostas #1

Começamos a construir a primeira carta de propostas do PCult. A idéia é apresentá-la a candidatos em todo o Brasil, e também servir de base para que cada estado construa sua própria, com demandas específicas. Durante os próximos 5 dias, a carta está em sabatina e estaremos recebendo contribuições nos comentários, a colaboração é mais do que bem vinda (é necessária)!

Carta de Propostas #1

Um dos principais objetivos do PCult é inserir a Cultura como uma área central das políticas públicas do Brasil, fortalecendo a presença do setor cultural nos parlamentos e nos governos, através da construção de um campo de debate nacional, amplo e democrático. Assim sendo, é natural que defendamos um conjunto de propostas que consideramos essenciais para isso.

Com base nas 30 diretrizes prioritárias aprovadas na II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), no conjunto de proposições das Conferências Nacionais de Economia Solidária e de Ciência e Tecnologia, nas deliberações do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, na plataforma de mobilizações anteriores tais como o "Vota-Cultura", o "Re-Cultura" e "Todos pela Cultura", dentre outras diretrizes, elaboramos a seguinte Carta de Propostas.

Parte das diretrizes abaixo descritas estão em processo de encaminhamento e dependem de prosseguimento de matérias de ordem legal, de natureza diversa: Propostas de Emenda a Constituição (PECs) ou Projetos de Lei (PLs) de diferentes temáticas, que visam conferir maior institucionalidade às políticas públicas de cultura.

Acreditamos que as 16 propostas abaixo relacionadas sintetizam o espírito de todo o debate acumulado ao longo dos últimos anos, nos foros e instâncias de exercício da cidadania e democracia participativa, sem prejuízo de outras propostas.

16 PROPOSTAS PRIORITÁRIAS À CULTURA

1.) Ampliar as políticas de fomento, incentivo, investimento e financiamento à cultura, através da aprovação da proposta de veiculação de orçamento para a cultura, reforma do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura (PROCULTURA) e massificação dos editais públicos de seleção de projetos culturais, propiciando a sustentabilidade dos processos de criação, produção, distribuição, circulação, difusão, fruição, consumo e preservação dos bens simbólicos.

a) Para assegurar ampliação de políticas, programas, projetos e financiamento, é necessário assegurar a garantia de recursos. Assim sendo, para o sucesso de tal proposta, é fundamental a aprovação das seguintes PECs e Projetos de Lei:

i. PEC nº 49/2007 e PEC 236/2008: altera a Constituição de 1988 dando nova redação ao art. 6º, sobre direitos sociais da Constituição Federal, incluindo a cultura como direito social do cidadão. A PEC nº 236/2008 está apensada à ela. Está em fase de indicação de membros, pelas Lideranças dos Partidos, para compor à Comissão Especial que analisará a matéria.

ii. PEC nº 324/2001 e PEC nº 150/2003: acrescenta o Artigo 216-A à constituição Federal, para destinação de recursos à cultura. Dispõe que a União aplicará anualmente nunca menos de dois por cento, os Estados e o Distrito Federal, um e meio por cento, e os Municípios, um por cento, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na preservação do patrimônio cultural brasileiro e na produção e difusão da cultura nacional. Aprovada por Comissão Especial, está pronta para Ordem do Dia. Será votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

iii. PL nº 6.722/2010: institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura- PROCULTURA, e dá outras providências. Tramitará pelas Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Educação e Cultura, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça. Encontra-se na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Aguarda apresentação de parecer do relator.

iv. PL nº 5.798/2009, na Câmara; e PLC nº 221/2009, no Senado: institui o Programa de Cultura do Trabalhador, cria o VALE-CULTURA e dá outras providências. Foi aprovado na Câmara dos Deputados. Quando da apreciação pelo Senado Federal, recebeu emendas, retornando à Câmara onde as emendas do Senado foram aprovadas. Encontra-se na Coordenação de Comissões Permanentes. Pronto para Pauta do Plenário.

v. PL nº 5.940/2009 Na Câmara e PLC nº 07/2010 no Senado Federal: cria o FUNDO SOCIAL DO PRÉ-SAL e dá outras providências. Incluí a cultura como beneficiaria dos recursos do fundo. Aprovado pela Câmara, seguiu para o Senado Federal, onde foi aprovado com modificações. Retornou à Câmara. Tramita em regime de urgência constitucional.

2) Assegurar a incorporação dos preceitos da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, da UNESCO, no planejamento e execução de políticas, programas e projetos culturais, estimulando a valorização e reconhecimento da pluralidade, do multiculturalismo e dos conhecimentos e práticas tradicionais.

3) Instituir, através de atuação conjunta das áreas de educação e cultura, a atualização permanente dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do ensino de arte-educação e da música, bem como para o ensino profissional de nível médio e para o ensino superior nas diferentes linguagens artísticas, na área de educação para produção e gestão de políticas culturais, na área de educação patrimonial e no incentivo ao livro e à leitura, estimulando a qualificação da formação em arte e cultura.

4) Atualizar os marcos legais regulatórios relativos aos direitos autorais e às concessões públicas de rádio e TV, estimulando a criação de rádios e TV´s comunitárias, educativas e universitárias, livres em todo o território brasileiro, como condição para o exercício da cidadania cultural, garantindo a democratização e o amplo acesso aos meios de comunicação.

a) Nesse sentido, ainda é necessário avançar e fazer chegar ao Congresso uma proposta ousada de novo marco regulatório para TVs e Rádios Públicas e Comunitárias. Por enquanto, tramitam os seguintes projetos:

i. PL 29/2007: dispõe sobre NOVA LEI DA TV POR ASSINATURA, com organização e exploração das atividades de comunicação social eletrônica. Aprovado na Câmara, encontra-se no Senado, onde será apreciado pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania; de Assuntos Econômicos; de Educação, Cultura e Esporte; de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle; e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, cabendo à última a decisão terminativa. Encontra-se na CCJ.

ii. O anteprojeto que moderniza a Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/1998) está em consulta pública. A proposta visa promover o equilíbrio entre o direito de quem cria, o direito de quem investe e o direito de toda sociedade de ter acesso à cultura, à informação e ao conhecimento.

5) Condicionar a criação de novos municípios à existência de equipamentos culturais básicos tais como: biblioteca, espaço de memória e centro cultural de uso múltiplo, garantindo a implantação de uma rede física básica para o desenvolvimento cultural, estabelecendo prazo para adequação dos municípios existentes.

6) Assegurar, na implantação de conjuntos habitacionais, a obrigatoriedade de construção de equipamentos culturais básicos (biblioteca, telecentro e centro cultural de uso múltiplo).

7) Garantir o acesso e a acessibilidade à produção cultural através de programas de intercâmbio e circulação nas diferentes áreas e segmentos, assegurando que tais programas e os diferentes editais federais de fomento e incentivo à cultura tenham um percentual destinado à capacitação de pessoal, aquisição de livros e equipamentos destinados ao atendimento de pessoas com deficiência.

8) Desenvolver políticas de interlocução com os Ministérios do Turismo, da Educação, do Meio Ambiente e outros de forma a construir uma transversalidade estratégica para implantação de ações específicas de desenvolvimento integrado, contemplando às diversas manifestações e fazeres culturais existentes.

9) Garantir que as políticas de planejamento, nas três esferas de poder, tratem estrategicamente a cultura como vetor fundamental para construção de um processo de desenvolvimento democrático.

10) Garantir políticas públicas de combate à discriminação, ao preconceito e à intolerância.

11) Assegurar que o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (PROCULTURA) efetive os critérios de distribuição regional de verbas, garantindo que os recursos disponibilizados pela União sejam divididos proporcionalmente entre as cinco regiões do país, de forma que as regiões historicamente menos favorecidas pelas políticas culturais se igualem às regiões melhor beneficiadas.

a. Para o sucesso de tal proposta, faz-se necessária a aprovação da:

i. PEC nº 416: acrescenta o art. 216-A à Constituição para instituir o SISTEMA NACIONAL DE CULTURA. Foi analisada por Comissão Especial, que aprovou o parecer favorável do Dep. Paulo Rubem Santiago. Parecer aguarda publicação. Será votada em dois turnos pelo Plenário para, posteriormente, ser remetida ao Senado Federal.

12) Promover a desoneração tributária das cadeias produtivas da economia da cultura, da economia criativa e das indústrias criativas, estimulando o empreendedorismo cultural e a geração de trabalho e riquezas.

a. Para o sucesso de tal proposta, diversas iniciativas tramitam no Congresso Nacional, visando a desoneração tributária das cadeias produtivas da economia da cultura. Dentre elas destacam-se:

i. PEC 98/2007: conhecida como PEC DA MÚSICA, altera a Constituição Federal de 1988. Acrescenta a alínea "e" ao inciso VI do art. 150 da Constituição Federal, instituindo imunidade tributária sobre os Fonogramas e Videofonogramas musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais ou lítero-musicais de autores brasileiros, e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham. Aprovada pela Comissão Especial Está na Mesa para ser incluída na Ordem do Dia. Já esteve na pauta e foi retirada. Votação em dois turnos. Após aprovação segue para o Senado Federal.

ii. O Simples da Cultura foi aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado e tornou-se aLei nº 133/2009. Reduz a carga tributária para produções cinematográficas, artísticas e culturais, corrige uma distorção criada em dezembro de 2008, quando o setor foi enquadrado de forma inadequada no chamado Supersimples. A alíquota mínima passa a ser de 6%, em vez de 17,5%. Dados do IBGE indicam que 5% das empresas brasileiras desempenham atividades culturais. O setor emprega mais de 1 milhão de pessoas.

iii. É necessário estimular a utilização, pelo setor produtivo da cultural, da figura do empreendedor Individual, como forma de desoneração tributária

iv. É necessário fazer chegar ao Congresso Nacional novas propostas de regulamentação de Profissões Culturais, tais como centécnicos, técnicos de som, produtores culturais, dentre outras.

13) Diversificar as modalidades de financiamento à cultura, tais como: financiamento para a produção cultural junto aos bancos; definição de percentual dos impostos pagos pelas multinacionais e pelo sistema financeiro para o Fundo Nacional de Cultura; obrigatoriedade de oferta de contrapartidas culturais por parte de empresas beneficiárias de isenções fiscais.

14) Implementar programas de modernização e qualificação da gestão cultural na União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

15) Elaborar, aprovar e executar os planos de cultura e planos setoriais de cultura nos três âmbitos federativos, a partir das propostas aprovadas em suas respectivas conferências.

a. PL nº 6.835/2006, na Câmara e PLC nº 56/2010 no Senado: institui o Plano Nacional de Cultura (PNC). Aprovado na Câmara, encontra-se no Senado, onde será apreciado pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania, de Assuntos Econômicos e de Educação, Cultura e Esporte, cabendo à última a decisão terminativa. Após ser aprovado nas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de Assuntos Econômicos, está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte aguardando distribuição.

16) Implementar o sistema de informações e indicadores culturais nas três esferas bem como os sistemas setoriais de indicadores e informações culturais, em cada uma das linguagens artístico-culturais.

* Fonte: lista Rede Música Brasil

♪♫ Políticas Estruturantes para a Música Brasileira

A Funarte acaba de apresentar, logo após a reunião que houve em Brasília no início de junho, essa carta com as ações estruturantes para a música brasileira. Para quem não quiser ficar de fora, e cada vez mais ir se atualizando com estes novos tempos/novos modelos para o setor, eis o link a seguir: [ x ]



ESSO
cantautor
autoprodutor
http://www.sitiodoesso.com/

♪♫ MinC quer escutar produtores

O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic/Minc), Henilton Menezes, realiza hoje em Natal um encontro com produtores culturais da região. O evento, que será realizado durante toda a manhã no auditório da Fundação Cultural Capitania das Artes está sendo articulado pela secretaria municipal e conta com o apoio da Superintendência do Banco do Nordeste em Natal. “As pessoas sempre correram atrás da Secretaria de Fomento e a Secretaria se escondia. Estamos apenas invertendo, nós é que estamos indo atrás”, disse Henilton Menezes em entrevista por telefone ao VIVER.

O encontro é uma continuidade da rodada de escuta da Sefic com o setor cultural de todas as regiões do país. A interlocução visa aproximar as relações, qualificar o atendimento e aprimorar os serviços prestados aos proponentes, medidas que deverão colaborar para a melhor distribuição dos recursos disponibilizados pelo Governo Federal, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

No ano passado, dos proponentes de projetos para Lei Rouanet de incentivo à cultura, apenas 3% deles eram responsáveis pela captação de 50% da verba disponibilizada pelo Governo Federal. E o mais grave, 80% do montante foi usado em atividades no sudeste e sul do Brasil. O nordeste captou 6% e o norte, 3%. Os dados são do próprio Ministério da Cultura, que acabou citando-os como argumento para a formulação de uma nova lei, segundo o Minc, mais democrática. A lei atualmente está tramitando no Congresso Nacional. A má distribuição de recursos também pode ter uma justificativa simples, o número pequeno de empresas legalizadas e interessadas em patrocinar os projetos do norte e do nordeste brasileiro.

Seja qual for o motivo, a má distribuição de recursos é sentida por artistas e por produtores culturais do RN. Um destes produtores, o jornalista Yuno Silva, acrescenta que não se trata de uma preferência do Ministério por determinadas regiões, Parte dessa ausência é motivada pela falta de proposição local de projetos culturais, agravada pela falta de traquejo com os editais de cultura. “Não se trata de alto índice de reprovação de projetos, mas do baixo índice de inscrição”, disse Yuno.

O produtor disse que de três anos para cá, a situação vem mudando um pouco e que as pessoas vêm ganhando experiência e prática na proposição de projetos, mas se comparada aos estados do Ceará, Pernambuco e Paraíba, as iniciativas ainda são muito acanhadas.

Diante do problema citado, os produtores e artistas locais solicitaram a presença de um representante do ministério para elucidar questões acerca dos editais de cultura. Como Henilton Menezes já estava circulando o País para ouvir as colocações de artistas e produtores, o encontro entre norte-rio-grandenses e o Secretário do Sefic foi marcado para hoje.

“Os produtores apresentam questões importantes para melhorar o trabalho da Secretaria. Tem sido muito produtivo ouvir a sociedade para atender as demandas que nos são apresentadas”, disse Henilton Menezes. O secretário já esteve em Recife, Rio de Janeiro, Belém, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte. Nas próximas agendas, estão previstos Fortaleza, Florianópolis, Brasília e Macapá.

Má comunicação

Segundo Henilton Menezes existe uma deficiência grande na Secretaria em relação à qualidade de comunicação entre os proponentes de projetos culturais e os funcionários do Ministério da Cultura. Henilton relata que o sistema que opera na Web é complicado e o atendimento por telefone às vezes não é eficiente pela postura adotada pelo funcionário. “Os funcionários precisam tratar os proponentes como clientes e aí deve ser seguida á máxima de que o cliente tem sempre a razão”, disse Henilton.

O Secretário lembra que quando o interessado inicia a inscrição de projetos nos editais da Lei Rouanet, a comunicação entre proponente e Minc é acionada e a relação entre eles é duradoura. “A relação precisa ser saudável, as pessoas precisam ter respostas rápidas, confiarem no trabalho que está sendo realizado”. Para o Secretário, a boa relação está respaldada numa postura mais abrangente de dizer sim, antes de pensar em dizer um não.

Henilton Menezes foi emprestado ao Ministério da Cultura pelo Banco do Nordeste e tem o objetivo de cumprir com o acordo de otimizar a comunicação na Secretaria de Fomento até o final do ano. Henilton fala que muitas dessas mudanças já estão sendo efetivadas e que outras serão implantadas até dezembro.

Repórter: Maria Betânia Monteiro